Como planear um Interrail em 7 passos

Depois de relatar o melhor do meu Interrail aqui e explicar os passinhos todos do meu itinerário aqui só falta mesmo contar como é que planeei a coisa:

1 – A definição do Budget
Antes de decidir partir à aventura, convém dar um olhinho à conta bancária. Apesar de ser a primeira pessoa a dizer que não é preciso ser rico para viajar, também sou realista o suficiente para perceber que um mês de viagem pelos países nórdicos não custa 300€. Por isso, antes de fazer um plano, tento perceber quanto posso gastar nessa viagem e adapto mais ou menos a partir daí. O meu budget para o Interrail era 1500 no máximo dos máximos e acabei por gastar cerca de 1100.
2 – A escolha dos destinos
A escolha dos destinos passa por dois critérios: o que queres ver (óbvio) e o tempo que tens. Há quem prefira ver um país num mês, ou 8 capitais nesse mesmo tempo. Eu sabia que queria ver muito em pouco tempo e decidi estar cerca de 3 dias em cada sítio o que, para os sítios que visitei, até foi muito razoável.
Também pelo budget que tinha definido escolhi para visitar um misto de cidades mais caras (Paris, Viena e Berlim) com mais baratas (Budapeste, Cracóvia e praga)
3 – Qual passe?
Agora que o itinerário se está a compor, está na hora de decidir o passe. Existem vários tipos: os que só dão para visitar um país, os flexíveis – em que escolhes os dias em que viajas e os que te permitem viajar todos os dias durante um mês. No meu caso, como íamos estar parados em cidades durante alguns dias sem precisar de andar de comboio, fazia mais sentido comprarmos aquele que nos dava a flexibilidade de viajar quando precisávamos. Escolhemos o flexi de 10 dias de viagem em 22 dias no total. Quer dizer que o passe é válido durante 22 dias (desde o dia da tua primeira viagem) e que nesses 22 dias, em 10 deles podes andar nos comboios que quiseres. Toda a informação aqui: http://www.interrail.eu/

Dicas:
1) Verifica se o passe vale mesmo a pena. Normalmente na Europa central e ocidental vale. Mas no leste existem opções de transporte muito baratas e pode não compensar ter um passe de Interrail quando os bilhetes na estação são tão baratos
2) verifica que comboios requerem reserva. Comboios nocturnos e de alta velocidade são de reserva obrigatória e normalmente têm uma taxa que não é coberta pelo passe. Eu costumo usar estes sites: http://fahrplan.oebb.at/bin/query.exe/en e http://www.interrail.eu/plan-your-trip/interrail-timetable para verificar as taxas e os horários. Algumas reservas podem ser feitas online e outras só nas estações.
3) Quando apanhas um comboio nocturno não precisas de usar dois dias do passe. Só tens que usar aquele em chegas (desde que o comboio parta depois de 19 )
4) Nos comboios nocturnos os revisores vão pedir-te o teu passe e documento de identificação e vão ficar com eles durante a noite. Ser-te-ão devolvidos na manhã seguinte. Não vale a pena protestar, é o procedimento normal. Quanto muito, mantém sempre contigo uma fotocópia do CC ou passaporte.
5) Tranca as portas da carruagem enquanto dormes e dorme com os teus pertences mais valiosos debaixo da almofada. Prevenir não custa 😉
4 – Transportes nas cidades
Como forma de continuar a poupar, quase não usámos transportes enquanto passeávamos. Em geral, marcámos hostels a uma distância razoável das estações de comboio (máximo meia hora a pé) já que eram sempre o nosso ponto de partida e de chegada. Para além disso, a maior parte das cidades em que passei eram muito fáceis de fazer a pé (e sempre é mais agradável do que ver o subsolo no metro).

Mas, leiam com atenção as características do passe e as vantagens em cada país porque nalgumas cidades, os comboios urbanos também estão incluídos no passe. Em Berlim, por exemplo, estão.

Em cidades maiores, normalmente vale a pena comprar os passes diários e aproveitar esses dias para ver vários sítios mais “fora do alcance”. Dicas para Paris aqui.

 

5 – O alojamento
Para mim, esta é sempre uma das partes mais divertidas de planear. Adoro passear pelo Hostelworld e descobrir os hostels de cada cidade, as suas localizações, preços e comentários. Quando fizemos o Interrail tive em consideração todos estes factores e tentei arranjar uma boa relação qualidade preço.

Os valores podem ir de 10 euros por noite nas cidades mais baratas a 30 nas mais caras. Consultar este site também é uma boa forma de benchmarking para perceber os valores médios de uma cidade e antecipar o que se vai gastar.

Outra opção, ainda mais em conta, é o Couchsurfing. Em 2012 ainda tinha 18 anos e não me passou pela cabeça arriscar esta opção. Entretanto cresci 😀 e já percebi que esta plataforma pode ser uma das melhores coisas do mundo quando utilizada de forma correcta. Aqui fica um post sobre a minha primeira experiência de Couchsurfing.
Uma coisa que deves ter em consideração é que o Couchsurfing não deve ser visto como um lugar grátis para dormir. Normalmente os hosts apreciam viajantes que queiram conversar e partilhar algum do seu tempo e cultura com eles. Um pedido genérico e sem conteúdo raramente tem resultados.
6 – Sítios para visitar
Antes de viajar para qualquer lado que seja, vou sempre investigar o que há para ver. Tripadvisor, virtual tourist, blogues, sites oficiais de turismo… leio tudo. Normalmente começo por uma free walking tour (pagas o que queres) como forma de me situar na cidade e conhecer o centro. Como ainda sou do tempo dos mapas e gosto sempre de me conseguir orientar sozinha, pego sempre num para ir seguindo enquanto faço as tours e guardo-os para rever os percursos do dia à noite no hostel.

7 – Ir

Guarda isto tudo no Pinterest 😉

10-dias-em-marrocos-2

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